quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Atividade Interativa - Bactérias




ENERGÍA COALHADA


A observação das taças de leite – uma resfriada e a outra deixada em um lugar quente – é uma maneira fácil para que os estudantes explorem os efeitos que a temperatura tem sobre o crescimento das bactérias. Por meio desta atividade, com duração de uma semana, os estudantes poderão ver por si mesmos como se coalha o leite que não se refrigera. Na continuação explica-lhes como as bactérias produzem ácido láctico, causa pela qual se coalha o leite.

A atividade pode ser desenvolvida em sala de aula.


ANTECEDENTES

Ao esquentar o leite a 62°C (143°F) e manter-lhe nessa temperatura por 30 minutos, pode-se eliminar a maioria das bactérias que produzem doenças. Este processo chama-se pasteurização. Hoje em dia a “pasteurização rápida” é muito comum. Aquece-se o leite a 71° C (160° F), e mantém-se nessa temperatura por 15 segundos. Ao desenvolver essa atividade poderá observar como, a baixas temperaturas, diminuem o crescimento de outras bactérias depois da pasteurização.


O QUE É NECESSÁRIO
Dois copos de plástico transparentes.- Leite pasteurizado- Refrigerador


PROCEDIMENTOS
1. Na segunda, coloca-se um pouco de leite em cada um dos copos.
2. Coloca-se um copo em uma superfície quente.
3. Coloca-se o outro copo em um refrigerador.
4. O que acredita que vai acontecer com cada um dos copos no transcorrer da semana?
5. Durante essa semana, revise os copos todos os dias e anote suas observações em uma folha de trabalho.
6. No final da semana responda a pergunta que esta no final da folha de trabalho.



FOLHA DE TRABALHO


1. O que acredita que vai acontecer com o leite de cada copo no transcorrer da semana?

2. Que diferença se existe alguma, pode-se observar entre o leite refrigerado e o não refrigerado?


DÍA / COMPARAÇÕES E OUTRAS OBSERVAÇÕES

terça-feira
quarta-feira
quinta-feira
sexta-feira
segunda-feira

1. Em que se diferenciam as amostras? Qual foi a causa dessas alterações?

TV Educativa - Discovery na Escola

Relacionando ... PROFESSOR X ALUNO X PAIS
Discovery na Escola inclui nesta seção calendários, guias de apoio, atividades interativas, glossários, notícias, iniciativas e experiências de outros professores do país e muito mais.
A interação entre pais e filhos é muito importante. Para apoiar os pais, esta seção inclui notícias sobre os últimos acontecimentos no nosso planeta, calendários, guias de apoio, glossários especializados e conselhos para ajudar as crianças em suas lições de casa.
Aos estudantes: Interesse no que ocorre em nosso planeta! Atualize-se! Divirta-se e aprenda facilmente! Nesta seção você encontrará dados curiosos, atividades interativas, passatempos e sugestões para lhe ajudar em suas lições de casa. Experimente “Descobrir o Verde”!
A faixa horária educativa do Discovery na Escola é transmitida de segunda a sexta-feira da 11h ao 12h (hora da Colômbia para América Latina e hora local no Brasil México, Argentina e Venezuela).

Sugestão de Atividades On-line - Moedas do Mundo


O site Moedas do Mundo apresenta as principais moedas do mundo e sua cotação atual em reais. Ótimo recurso para as aulas de Geografia.

Sugestão de Atividade On-line - Árvore Genealógica



VISITE O SITE: www.meusparentes.com.br

Serviço Web 2.0 totalmente grátis para criação de árvore genealógica. O site também permite a troca de mensagens entre os membros de cada árvore, criando assim, uma rede de relacionamento entre os membros, além de outros serviços. Simples e de visual agradável pode ser utilizado também por crianças. Mais um recurso para os professores de História.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

VII OLIMPÍADA ESTADUAL DAS APAES DA BAHIA - 2008



O projeto "Olimpíada Esportiva: exercício de cidadania para a Inclusão Social de Pessoas com Deficiência” é uma proposta inclusivista para a realização da VII Olimpíada Estadual das APAES da Bahia, cuja divulgação das atividades esportivas realizadas, resultará no desdobramento de inúmeras outras ações que permitirão o acesso da Pessoa com Deficiência às políticas públicas de saúde, esporte, educação, lazer e assistência social.

O evento proposto será realizado na Costa do Sauípe, nos dias 25 a 27 de agosto/2008, no horário de 08 às 18 horas, com intervalos para refeições, atividades recreativas e de lazer. A seleção, inscrição e encaminhamento dos atletas e seus respectivos acompanhantes será feito pelos técnicos/treinadores e direção das 84 unidades APAES, conveniadas com a FEAPAE/BA, obedecendo aos critérios prévios estabelecidos em regimento interno da Olimpíada e entrega da documentação exigida em data estabelecida.


Tal projeto visa dar continuidade às ações de inclusão social das Pessoas com Deficiência, já iniciadas através do esporte. Cada etapa conquistada, através das competições esportivas, constitui-se numa parcela significativa do universo representativo para a aceitação desta clientela na sociedade. A Pessoa com Deficiência tem no esporte uma oportunidade de elevação da sua auto-estima, provando o seu valor como atleta e cidadão. Para eles, participar e competir numa modalidade esportiva os levará à aquisição de mais destreza, formação de novas amizades, proporcionará um relacionamento familiar mais saudável e a sua aceitação como ser integrante de uma comunidade.


A FEAPAE/BA compreende que a dimensão psíquica, física e social do esporte olímpico é muito significativa para os atletas especiais, por isso, incentiva e promove a construção de um mundo verdadeiramente pluralista, que sabe respeitar e conviver com as diferenças e diversidades, sejam elas quais forem. Entende ainda, que as Pessoas com Deficiência não necessitam de nossa compaixão, mas sim de estímulo, demonstração de apoio e luta conjunta pela democratização das oportunidades de acesso, que devem ir além do âmbito dos jogos e competições olímpicas para que tenham uma existência digna e feliz.


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Conheça alguns sites que incentivam, educam e divertem!











Dia Nacional do Voluntariado - 28 de Agosto

Como organizar atividades voluntárias na sua escola



São inúmeras as possibilidades de participação dos amigos da escola. Mas a escola precisa saber quais são os projetos condizentes com suas funções e necessidades.

A atividade de voluntariado, qualquer que seja, precisa estar de acordo com o projeto político-pedagógico, contar com a aprovação da comunidade escolar, além de ser coordenada para que não prejudique as atividades escolares regulares.


No Brasil, temos a Lei do Voluntariado. Trata-se da Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998 (veja o Anexo I deste manual). A organização do trabalho voluntário na escola também deve ser pautada pela atenção aos preceitos legais que regem a atividade.


A COORDENAÇÃO DAS ATIVIDADES VOLUNTÁRIAS

As atividades de voluntariado desenvolvidas na escola requerem coordenação.

É desejável que a escola possa contar com uma pessoa ou grupo (Associação de Pais e Mestres, Conselho Escolar, Núcleo de Voluntariado, etc.) para receber, orientar e coordenar os voluntários. É muito importante que cada voluntário se sinta acolhido, orientado e útil.


Uma idéia interessante implementada por várias escolas é reservar um dia da semana e local na escola para receber os novos voluntários.


COMO IMPLEMENTAR AS ATIVIDADES VOLUNTÁRIAS NA ESCOLA

Sugerimos os seguintes passos para o desenvolvimento das atividades voluntárias:

1. PLANEJAMENTO

Antes de iniciar as ações e projetos de voluntariado, sejam eles com a participação de voluntários externos ou com a comunidade escolar, o ideal é que a escola construa um planejamento que esteja de acordo com seu projeto político-pedagógico.

Nesse planejamento cabe à escola avaliar suas necessidades, pedagógicas e de infra-estrutura, e definir como será a participação dos voluntários.

A partir daí ela poderá estabelecer de forma clara as diretrizes, estratégias e objetivos.

O planejamento pode ser feito mesmo com as atividades voluntárias já implantadas, pois é instrumento para potencializá-las.

Também vale lembrar que ele deve ser revisto periodicamente, uma vez que a realidade é dinâmica.

2. ACOLHIDA DOS VOLUNTÁRIOS

É fundamental que esse primeiro contato seja amigável e aberto, pois só assim voluntários e escola poderão analisar a parceria que será estabelecida.

Para construir, juntos, uma proposta de trabalho, também é fundamental estabelecer um diálogo entre voluntário e escola, de tal forma que a escola apresente sua filosofia, necessidades e prioridades e que o voluntário, por sua vez, expresse suas intenções e revele suas potencialidades.

3. AÇÃO E TERMO DE ADESÃO

É importante orientar o voluntário sobre o funcionamento da escola, sua missão, seus valores, sua cultura, bem como sobre a execução da função definida - em muitos casos há necessidade de formação específica a ser dada por profissional da área de educação (centros de voluntariado e ONGs também oferecem capacitação para a atividade voluntária de maneira geral).

Nesta fase também é preciso definir como se dará a supervisão do trabalho do voluntário. Essa supervisão tem por objetivo estabelecer limites e responsabilidades, discutir as bases teóricas e técnicas do trabalho e acompanhar o desempenho do voluntário, sendo uma forma de valorizar e reconhecer sua contribuição. Não se trata de algo negativo ou punitivo. Faz parte de uma boa gestão e serve como método de avaliação, visando a definição de possíveis ajustes nas atividades e o fortalecimento de toda a equipe.

É nesse momento que a escola apresenta ao voluntário o Termo de Adesão , (ver modelo) que tem o propósito de orientar a diretoria da escola e evitar eventuais problemas futuros como, por exemplo, proteger a escola de reclamações de vínculo empregatício.

Também sugerimos que os pais assinem uma autorização toda vez que os alunos tiverem que realizar ações voluntárias fora da escola.

4. ACOMPANHAMENTO E RECONHECIMENTO

Para o aperfeiçoamento contínuo das atividades, é fundamental estabelecer um processo de acompanhamento do andamento das atividades e dos resultados alcançados.

Outro aspecto determinante para o sucesso das iniciativas é a motivação dos voluntários.

Confiar responsabilidade ao voluntário e reconhecer publicamente sua contribuição, em eventos ou por meio de homenagens e agradecimentos por escrito, são formas efetivas de renovar o ânimo dos participantes e manter o voluntário na escola.

COMO TRABALHAR JUNTOS: VOLUNTÁRIOS E ESCOLAS

A sintonia entre a comunidade escolar e os voluntários é fator primordial para o sucesso do projeto. A fim de promover tal sintonia, sugerem-se as seguintes estratégias de integração:

- realizar encontros com os funcionários para discutir os projetos e o programa de voluntariado da escola;
- criar oportunidades para os funcionários e voluntários estarem juntos em reuniões, eventos sociais, etc.;
- reconhecer o apoio dos alunos, funcionários, professores e coordenação da escola aos voluntários;
- compartilhar metas, objetivos e resultados com voluntários e comunidade escolar.


A BUSCA DE PARCEIROS LOCAIS

Os parceiros locais dão o apoio necessário para a sustentabilidade dos projetos nas escolas.

Constituem relações de colaboração entre instituições públicas ou privadas e a escola.

A relação da parceria requer diálogo, sendo necessário equacionar expectativas, a fim de possibilitar que ela se torne compensadora para ambas as partes.

Existem parceiros que podem contribuir com sua experiência em determinada área de atuação, bem como aqueles que podem doar serviços, recursos materiais ou financeiros para a realização de eventos e atividades.

Para facilitar o estabelecimento de parcerias, sugerimos à escola:

- buscar inicialmente o apoio de empresas, ONGs e instituições localizadas nas proximidades da escola;
- promover eventos na escola e convidar os possíveis parceiros, para que conheçam os projetos nos quais podem atuar.


SUGESTÕES PARA ENTRAR EM AÇÃO

Existem inúmeras possibilidades de ação e projetos que unem escola, educação e voluntariado, os quais, por seus aspectos sociais e pedagógicos, podem ser trabalhados por professores e alunos com grande benefício para a formação do jovem e para a aprendizagem.

A seguir, são apresentadas algumas sugestões de atividades que já foram implementadas por escolas de todo o país:

Estímulo à leitura

Reforço escolar

Saúde e Qualidade de Vida

Artes e esportes

Inclusão Digital

Instalações e equipamentos

Gestão escolar


EXEMPLOS DE ATUAÇÃO DE ESTUDANTES
Alguns exemplos de projetos que podem ser realizados por estudantes, voltados para Jovens e Adultos, pessoas da terceira idade e membros da comunidade:

EDUCAÇÃO E CULTURA
Jovens e adultos
Dar cursos de capacitação, por exemplo, na área de informática.

Terceira idade
Criar grupos de teatro, coral ou organizar bailes.

Comunidade
Organizar oficinas de artesanato, culinária, corte e costura, jardinagem, fotografia, etc.

EDUCAÇÃO E CIDADANIA
Jovens e adultos
Criar um grupo ou núcleo de voluntariado para a coordenação das atividades.

Terceira idade
Convidar idosos para integrar um grupo ou núcleo de coordenação das atividades voluntárias.

Comunidade
Organizar um grupo ou núcleo de voluntários da escola e da comunidade, possibilitando a descoberta de talentos que resultem em ações solidárias.

SAÚDE E ASSISTÊNCIA SOCIAL
Jovens e adultos
Fazer campanhas de prevenção ao uso de drogas, a doenças sexualmente transmissíveis, etc.

Terceira idade
Fazer campanhas de arrecadação de agasalhos e cobertores para casas de idosos.

Comunidade
Identificar, no bairro, os locais de difícil acesso a deficientes físicos e promover uma campanha de conscientização.

MEIO AMBIENTE
Jovens e adultos
Fazer o replantio de árvores e flores.

Terceira idade
Programar passeios em áreas verdes.

Comunidade
Fazer mutirões de limpeza de áreas, praças e muros.

SEGURANÇA
Jovens e adultos
Fazer campanhas contra a violência e a favor do desarmamento.

Terceira idade
Fazer campanhas de prevenção de acidentes domésticos.

Comunidade
Identificar os cruzamentos onde acontecem acidentes e recorrer às autoridades para a sinalização do local.

MEIO AMBIENTE
Jovens e adultos
Fazer o replantio de árvores e flores.

Terceira idade
Programar passeios em áreas verdes.

Comunidade
Fazer mutirões de limpeza de áreas, praças e muros.

SEGURANÇA
Jovens e adultos
Fazer campanhas contra a violência e a favor do desarmamento.

Terceira idade
Fazer campanhas de prevenção de acidentes domésticos.

Comunidade
Identificar os cruzamentos onde acontecem acidentes e recorrer às autoridades para a sinalização do local.

<http://amigosdaescola.globo.com/TVGlobo/Amigosdaescola/0,,AA1277331-6976,00.html>

Dia do Soldado - 25 de Agosto

Dia do soldado coincide com data de nascimento do Duque de Caxias


Você conhece já conhece esta música? "Nós somos da Pátria a guarda,/ Fiéis soldados,/ Por ela amados./ Nas cores de nossa farda/ Rebrilha a glória,/ Fulge a vitória."Ela se chama "Canção do Exército" e foi composta por Alberto Augusto Martins e por T. de Magalhães para homenagear o exército brasileiro.
Soldado é aquele que defende a Pátria e todos os seus cidadãos. Mas para ser soldado não basta usar uma farda verde-oliva com metais dourados.É preciso ter muitas qualidades para ser um soldado de verdade. É preciso coragem, disciplina, dedicação, grandeza de carácter.
Luís Alves de Lima e Silva - o Duque de Caxias - tinha isto de sobra. Ele comandou o exército brasileiro. Lutou para consolidar a nossa independência. Conteve revoltas em várias regiões do Brasil e defendeu a Pátria na Guerra do Paraguai.O dia em que o duque de Caxias de nasceu - 25 de Agosto de 1803 - tornou-se o Dia do Soldado. Ele é o Patrono do Exército Brasileiro. Caxias era valente, justo, corajoso e preferia vencer pelo diálogo. Por isso foi chamado de o Pacificador. Quando obtinha a vitória numa batalha, era generoso com os vencidos. Mas não são só os homens que são bons soldados.
A primeira mulher-soldado do nosso exército também era muito valente. Seu nome é Maria Quitéria e ela lutou na Bahia, onde os portugueses se recusavam a aceitar a independência do Brasil. Maria Quitéria usou um uniforme de homem como disfarce para lutar pela independência do Brasil. Ganhou até uma medalha de ouro de D. Pedro 1º., pela sua coragem.Hoje em dia, na verdade, em vários países do mundo, entrar para as forças armadas não é mais um privilégio masculino. Há mulheres nos vários exércitos, nas marinhas e nas forças aéreas.

“A fotografia no meio escolar: colecionando mundos”


"A Fotografia no meio escolar pode tornar-se uma nova maneira de olhar as Artes Plásticas, pois os alunos, por vezes, desconhecem que este meio de comunicação faz parte de repertórios dos trabalhos de muitos artistas, passando da mera fotografia de álbum de família, casamento, um dia de passeio, enfim, para entrar no universo que nos cerca: o universo das Artes Visuais".



Construir um mapa potencial de olhares visuais e culturais para a cidade mediando conhecimento sobre arte contemporânea por meio da produção fotográfica do artista brasileiro Araquém Alcântara. Este era o objetivo a ser concretizado através do Projeto "A fotografia no meio escolar: colecionando mundos" desenvolvido no Instituto Estadual de Educação, no centro da cidade, e que abrange turmas de alunos de classes médias distintas e idades variadas, formada por turmas que vão desde as Séries Iniciais até o Ensino Médio. A classe participante do Projeto reúne alunos do 2º ano do Ensino Médio com idades entre 15 e 17 anos.




O tema do Projeto foi escolhido para que o conhecimento dos alunos fosse ampliado no sentido de conhecerem a linguagem da fotografia como meio artístico entre os outros tantos meios, estabelecendo conexões entre produções fotográficas que envolvessem a natureza, a descoberta de novos olhares sobre o espaço no qual vivemos; a ‘coleção de mundos’ feita através de uma câmera.




Partindo do ponto amplo desta linguagem, que é a sua utilização nos meios de comunicação, como forma documental e de informação, conversamos sobre o que vemos nas ruas, outdoors, cartazes, televisão, mídia impressa, cinema, álbuns de família, internet, etc. Após a apresentação de um DVD contendo imagens fotográficas em tópicos como composição, mídia, e fotografia artística, percebemos que a fotografia está inserida em nosso cotidiano de várias formas e, além disso, podemos encontrá-la em museus, galerias e espaços artísticos, refletindo então sobre ela no campo das Artes Visuais. A apresentação das imagens primeiramente sem áudio, depois na íntegra com o documentário do fotógrafo Araquém Alcântara, um dos títulos da DVDteca Arte na Escola, possibilitou que algumas questões fossem dirigidas aos alunos, fazendo com que refletissem sobre o que estavam observando. Como foram feitas as imagens? Por um amador ou um profissional? É possível encontrar beleza no horror? Onde? Que exemplos de ‘beleza presente no horror’ podemos encontrar no dia-a-dia? Conhecemos estes lugares fotografados pelo artista? Podemos dizer que Araquém Alcântara é um colecionador de mundos? As respostas destas questões nos direcionaram a um diálogo finalizado com a construção de um questionário elaborado para a fotógrafa convidada a visitar a turma na próxima aula. Beth Lisbôa é fotógrafa de natureza e seus trabalhos focam especialmente as condições de sobrevivência no mangue da Ilha de Santa Catarina. Estabelecendo relações com o trabalho do fotógrafo em pauta, Beth Lisbôa visitou a turma conversando com eles sobre a sua produção artística, os equipamentos utilizados, as dificuldades em fotografar nestas regiões, os resultados das imagens, a intencionalidade existente em cada uma. Enfim, aspectos que envolvem a linguagem fotográfica em seu processo de criação. Num interesse aparente à conversa da fotógrafa, os alunos fizeram perguntas à Beth Lisbôa que, por sua vez, respondeu ao questionário elaborado por eles na aula anterior.Procurando conectar as produções fotográficas de Beth Lisbôa e Araquém Alcântara, os alunos fizeram um pequeno trabalho, o qual era formado por três imagens, escolhidas por eles, e um texto construído por respostas a questões presentes num “roteiro”.




Cabe comentar que nesta aula a participação dos alunos foi surpreendente e a relação aluno/professor tornou-se mais estreita devido às conversas existentes com cada um, no auxílio a perguntas que eles tinham a respeito dos trabalhos conhecidos nas aulas. Este trabalho serviu também como uma espécie de avaliação e revisão das aulas anteriores, possibilitando que algumas dúvidas surgidas deste trabalho fossem esclarecidas posteriormente. Após estabelecidas as relações entre os trabalhos dos fotógrafos e também da mídia impressa, chegou a hora de pegar as câmeras fotográficas e buscar os melhores ângulos para produzir imagens ao redor da escola. Os alunos saíram da sala de aula e, com equipamentos em mãos, procuraram as melhores imagens para serem expostas em um painel, relacionando seus trabalhos com tudo o que foi visto, refletido e dialogado durante as aulas de atuação do Projeto. Nesse dia, a turma sentiu-se livre não só pelo fato de estar fora da sala de aula, mas também por poder pensar a fotografia, pensar nos elementos que os fotógrafos profissionais levam em conta ao fotografar, bem como na poética pessoal. Cada um devia ir ao encontro da natureza presente na escola, natureza que rodeia o cotidiano desses alunos, relembrando o documentário de Araquém Alcântara, a beleza existente no horror, a importância da preservação, as dificuldades em fotografar animais conforme comentou Beth Lisbôa, a iluminação (que por sinal estava maravilhosa!) e todos os outros elementos essenciais para se ter uma boa fotografia. Impressas as fotos dos alunos foram expostas num painel dentro da sala de aula, e cada um comentou sobre suas imagens, como pensou na composição e poética das fotos; sobre as aulas, o que aprendeu e o que gostaria de aprender a partir do que foi visto!




O caminho percorrido neste semestre, chegou próximo ao esperado, trouxe boas surpresas, muito auxílio, tanto de professores, colegas de faculdade quanto, talvez principalmente, dos alunos que participaram do Projeto de forma tão interessada! A relação professor/aluno estreita-se na medida em que as perguntas de ambos se entrelaçam: o professor provoca o aluno a pensar nas respostas possíveis, o aluno provoca o professor com novas perguntas...Estar diante de jovens dispostos a aprender, é sentir a possibilidade de ‘esticar’ o seu próprio conhecimento, é sentir-se pronto a pesquisar um tema de comum interesse, é estar preocupado em acertar e preparado para os eventuais enganos durante o processo ensino/aprendizagem. A conquista do interesse de um aluno tem seu ponto de partida na própria reflexão sobre a forma de mediar a arte, deve partir da paixão existente entre o sujeito mediador e o objeto estudado, deve partir das experiências vividas em arte! Depois disso, os alunos sentem-se encorajados a sair em busca dos melhores olhares que possam ter sobre tudo o que foi compartilhado através do diálogo...




Relato enviado por:
Priscyla Raquel da Silva
pry_bnu@hotmail.com
Instituto Estadual de Educação
Florianópolis - SC


Reflexão: "Gaiolas e Asas"

"Gaiolas e Asas" - Rubem Alves



"Há escolas que são gaiolas.
Há escolas que são asas".

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-las para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, como dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra - e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres.
Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres.
Nos tempos de minha infância, eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca e pisava no poleiro. E era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguentado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.
Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, que todos, tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?
O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E, para testar a qualidade da educação, criam mecanismos, provas e avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é "dígrafo"? E os usos da partícula "se"? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante"? Qual a utilidade da palavra "mesóclise"? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: "Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. E aprender à sua maneira".
O sujeito da educação é o corpo, porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era "ferramenta" e "brinquedo" do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender "ferramentas", aprender "brinquedos".
"Ferramentas" são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. "Brinquedos" são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma.
Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo.
Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria de se perguntar: "Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?" Se não for, é melhor deixar de lado.
As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos.
Há esperança...

<http://www.cuidardoser.com.br/gaiolas-e-asas.htm>